Domingo, 1 de Junho de 2008

Lidar com problemas de sáude nos idosos

Apesar de todos os cuidados, podem surgir alguns problemas de saúde. É importante aprender a lidar com eles.

 

 

 

 

Visão

À medida que se envelhece, diferentes alterações físicas podem provocar uma redução da visão.

Para manter os olhos saudáveis:

  • Faça exames médicos de rotina para detectar doenças que possam vir a afectar também a sua visão como, por exemplo, a hipertensão e a diabetes;
  • Faça um exame completo aos olhos de dois em dois anos.

Há alguns problemas de visão que são mais frequentes na idade avançada, a saber:

  • Presbitia: redução gradual da capacidade de focar objectos ou letras de imprensa pequenas. É comum em pessoas com idade superior a 40 anos.
    Nota-se quando a pessoa afasta o que está a ler para a distância de um braço estendido. Algumas pessoas ficam com dores de cabeça ou sentem a vista cansada quando estão a ler.
  • Moscas volantes: pequenas manchas que surgem no campo de visão, geralmente detectadas à luz do dia ou em quartos bem iluminados. Podem ser inofensivas, mas também podem ser sinais de alerta de doenças dos olhos, especialmente se forem acompanhadas de clarões súbitos.
  • Secura dos olhos: resulta da produção insuficiente de lágrimas e provoca comichão ou ardor nos olhos ou diminuição da visão. Use gotas especiais para os olhos, as chamadas lágrimas artificiais.
  • Excesso de lágrimas: pode ser sintoma de sensibilidade à luz, ao vento ou às alterações climatéricas. Use óculos de sol, pois servem de protecção e ajudam a diminuir o problema. Mas também pode ser sinal de problemas mais graves, como a inflamação ou obstrução do canal lacrimal. E isso pode ser tratado.
  • Catarata: quando a lente transparente que existe dentro dos olhos começa a ficar opaca ou embaciada e impede a passagem da luz. Uma pequena intervenção cirúrgica consegue, em geral, bons resultados. Depois da intervenção vai, com certeza, conseguir voltar a ver com a ajuda de óculos ou de lentes de contacto.
  • Glaucoma: provocado por um aumento da pressão dos líquidos existentes dentro dos olhos. Provoca lesões e pode levar à cegueira. O diagnóstico precoce e um tratamento apropriado conseguem, em geral, impedir o seu agravamento e evitar a cegueira.

Cuide da sua visão

Quando a visão já não é boa, use-a nas melhores condições possíveis.

Leia apenas com luz muito boa (de preferência, luz natural), não utilize lâmpadas de fraca voltagem e coloque-as de forma a não encandearem. A luz fluorescente também é muito boa.

Leia livros com letras grandes. Compre cartas de jogar de tamanho grande ou utilize uma lupa. Aproxime-se o mais possível dos objectos (por exemplo, da televisão).

Quando andar de um lado para o outro, coloque um braço à sua frente, com o cotovelo dobrado, para se proteger de possíveis ferimentos caso vá contra uma parede, uma porta ou qualquer outro obstáculo.

Aprenda a reconhecer os objectos existentes em sua casa – portas, tapetes, cadeiras, mesas, sofás – e, se viver com outras pessoas, peça-lhes que não os mudem de lugar. Assim será mais fácil movimentar-se.

 

Audição

As dificuldades de audição devem-se a variadíssimas causas. Na velhice, surgem, geralmente, de forma gradual e estão associadas a uma deficiência do nervo que transmite os estímulos do ouvido interno para o cérebro.

Quando começar a ouvir mal:

  • Reconheça que não ouve bem. Não se isole. Não há por que se sentir embaraçado ou zangado por não ser capaz de ouvir o que lhe dizem;
  • Não tenha vergonha de dizer às pessoas que não ouve bem, nem de lhes pedir para repetirem o que acabaram de dizer;
  • Reduza os ruídos de ambiente (rádio, televisão), pois podem interferir com a sua audição. Aumente a intensidade do som da campainha da porta e do telefone;
  • O cerúmen (rolhão de cera) nos seus ouvidos pode reduzir mais a audição. Tente retirá-lo, mas não utilize fósforos ou algodão, pois se o fizer pode empurrar a cera ainda mais para dentro.

 

Olfacto e paladar

Estes dois sentidos também podem diminuir com a idade. É natural que passe a apreciar menos o sabor dos alimentos.

A consequência mais importante é deixar de reconhecer o cheiro do gás ou o cheiro e o sabor da comida estragada. Assim, utilize electricidade em vez de gás, de preferência, e não guarde a comida durante muito tempo.

 

Tacto

O sentido do tacto, nas mãos e nos pés, também pode diminuir (em especial se sofrer da diabetes), podendo, por isso, ferir-se com mais facilidade.

Se sentir a diminuição do tacto:

  • Aprenda a proteger as mãos, olhando para elas quando está a fazer alguma coisa. Os olhos podem transmitir-lhe mensagens que as mãos não conseguem. Por exemplo, quando vê uma panela ao lume, sabe que está quente e não deve pegar-lhe sem luvas ou pega.
  • Utilize sapatos em todas as ocasiões. Tome cuidado ao andar por superfícies acidentadas; escolha os locais onde vai colocar os pés, para não os torcer e para não os magoar nas pedras ou superfícies aguçadas. Examine as mãos e os pés todos os dias para ver se estão feridos e, se tiverem alguma ferida, trate-a.

 

Falta de ar

Quando nos sentimos bem ou estamos a descansar, não temos consciência do acto de respirar. Quando fazemos exercício suave ou moderado, tomamos consciência da respiração, mas não sentimos desconforto.

No entanto, quando fazemos um esforço maior, ficamos conscientes da respiração de um modo mais desagradável. Uma pessoa idosa que não faça exercício com regularidade, pode sentir dificuldade em respirar a seguir a um pequeno esforço.

A essa sensação desagradável de dificuldade em respirar dá-se o nome de falta de ar (não ter ar suficiente ou sensação de asfixia, dificuldade em respirar fundo ou, ainda, um aperto no peito).

A falta de ar também pode ser sintoma de doença cardíaca ou pulmonar, particularmente se for sentida quando se está em repouso, ao sentar ou levantar, ou quando acorda a meio da noite.

A falta de ar pode ter uma causa bem definida. Consulte um médico, pois ele pode ajudá-lo com medicamentos e outros tratamentos.

Se sentir falta de ar ao subir escadas ou a andar, pare várias vezes para descansar até sentir que a respiração normalizou.

 

Vertigem

A vertigem é a sensação de que o nosso corpo, ou aquilo que nos rodeia, está a andar à volta. Pode ser acompanhada de náuseas, vómitos e, por vezes, originar quedas.

As vertigens podem ter várias causas, mas estão associadas, na maior parte das vezes, a doenças do ouvido interno, principalmente em pessoas com problemas de audição.

Quando ocorrerem, pode ter dificuldade em manter-se de pé. Nesse caso, procure deitar-se em posição confortável. Consulte o médico se o sintoma for muito intenso e persistente, ou peça ao médico que vá a sua casa.

 

Osteoporose

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução acentuada da densidade óssea. Os ossos tornam-se mais frágeis e fracturam-se na sequência de quedas e traumatismos de pouca importância. Desenvolve-se lentamente. Durante vários anos progride sem provocar queixas nem apresentar sintomas.

As fracturas mais frequentes na pessoa com osteoporose são as do fémur e as dos ossos do punho.

Uma radiografia pode revelar a existência de compressões vertebrais.

A osteoporose é mais acentuada nas mulheres, por causa da menopausa.

É, também, acelerada pela falta de exercício físico, excessiva permanência na cama, imobilização, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

A osteoporose pode ser prevenida – ou pelo menos retardada – com uma dieta rica em cálcio, especialmente à base de leite e produtos lácteos, legumes de folha verde (espinafres e brócolos) e peixe com espinhas (sardinhas).

As pessoas idosas precisam de uma dose diária de cálcio de 800 miligramas.

Se tiver falta de vitamina D, a exposição ao sol só lhe trará benefícios.

O seu médico pode aconselhar medicação.

 

Artrose

É uma degenerescência da cartilagem das articulações que produz dor. Consulte o médico.

 

Doença de Parkinson

Doença degenerativa e progressiva do cérebro que causa tremor, rigidez muscular, dificuldade nos movimentos e desequilíbrio.

 

Incontinência

A incontinência é a incapacidade de reter a urina. Não é uma doença, mas pode ser sintoma de uma enfermidade que deve ser identificada e tratada. Não deixe que o pudor o impeça de pedir ajuda.

A incontinência não é provocada pela velhice, mas sim por uma doença subjacente ou por um medicamento que está a tomar.

Informe-se também sobre o cancro da próstata ou cancro na glândula prostática (nos homens).

Há dois tipos de incontinência:

  • Incontinência aguda: transitória, pode ser secundária a uma doença (especialmente se a doença se acompanha de confusão mental e febre alta) e dever-se ao facto da pessoa estar acamada ou resultar de uma infecção urinária. Este tipo de incontinência desaparece quando a causa subjacente é tratada.
  • Incontinência crónica: persistente e que pode assumir quatro formas:
    1. Incontinência de esforço - perda de pequenas quantidades de urina com a tosse, o riso, o espirro ou durante o exercício. É mais frequente nas mulheres e deve-se à pressão exercida sobre a bexiga);
    2. Incontinência-urgência - consiste na perda de grandes quantidades de urina e resulta da incapacidade de evitar a contracção da bexiga;
    3. Incontinência por excesso - resulta da pressão exercida sobre uma bexiga demasiado cheia (por exemplo, devido a uma próstata aumentada);
    4. Incontinência funcional - resulta de um atraso na chegada a tempo à casa de banho, devido a problemas de mobilidade, inconveniente localização ou má adequação das instalações sanitárias.

O tratamento da incontinência persistente depende da situação que a provocou. Pode consistir em medicação, exercícios para o fortalecimento dos músculos, utilização de sondas que recolhem a urina para um saco colector ou intervenção cirúrgica.

Pode adquirir roupas interiores especiais e pensos que absorvam a urina (não são mais grossos que os pensos normais).

Mas, antes, siga os seguintes conselhos:

  • Nunca deixe a bexiga encher-se completamente e esvazie bem a bexiga cada vez que vai à casa de banho.
  • Mantenha horários fixos para ir à casa de banho (a incontinência funcional pode ser melhorada desta forma).

Procure a ajuda de um médico, qualquer que seja o caso.

 

Outras doenças tipicamente geriátricas

  • Úlceras por pressão - úlceras da pele devido a uma pressão prolongada;
  • Hiperplasia prostática benigna - consiste no aumento do volume da próstata que obstrui o fluxo de urina;
  • Leucemia linfática crónica;
  • Gamapatias monoclonais - trata-se de um grupo de doenças caracterizado pela proliferação de um tipo específico de células que produzem grandes quantidades de imunoglobulina;
  • Herpes zoster - é uma recidiva do vírus latente da varicela. Causa uma erupção na pele e pode provocar dor durante muito tempo;
  • Icto - é a obstrução ou ruptura de um vaso sanguíneo do cérebro. Provoca falta de forças, perda da sensibilidade, dificuldade em falar e outros problemas neurológicos.

 

 

Fonte:www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/idosos/lidarcomproblemasdesaude.htm

Saúde oral na velhice

Uma boa higiene oral e alguns cuidados básicos podem garantir-lhe dentes e gengivas saudáveis uma vida inteira.

 

 

Como posso manter uma boa saúde oral na terceira idade?

 

Independentemente da idade que tem, se fizer uma boa higiene oral, escovando os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, usando o fio dentário ou outro meio de remoção da placa bacteriana interdentária diariamente, os dentes podem e devem durar toda a vida.

As visitas regulares ao profissional de saúde oral também são muito importantes, pois permitem o diagnóstico precoce de qualquer problema que surja.

Por vezes, devido a perda de peças dentárias, muitos indivíduos utilizam próteses dentárias. Nesses casos, são essenciais cuidados de limpeza da(s) prótese(s). Estas devem ser escovadas diariamente com uma escova própria para o efeito. Também existem soluções no mercado próprias para a limpeza das próteses.

 

Que cuidados de saúde oral devo ter em conta enquanto idoso?

 

Mesmo que escove e use o fio dentário (ou escovilhões) regularmente, o idoso poderá deparar-se com alguns problemas de saúde oral.

No caso de usar próteses dentárias deve prestar especial atenção ao desgaste das mesmas e ao seu ajuste na boca.

Alguns medicamentos podem induzir alterações da quantidade e qualidade da saliva e provocar alterações no estado de saúde oral. Assim, caso sinta ardor ou secura da boca, deve contactar imediatamente o profissional de saúde.

Felizmente, os profissionais de saúde podem ajudá-lo a ultrapassar estes problemas com grande sucesso. Tome nota de algumas situações:

Cáries radiculares: quando existe recessão gengival, as raízes dos dentes podem ficar expostas, ficando mais susceptíveis à cárie dentária. Como os idosos apresentam uma maior predisposição para recessões gengivais, para manter uma boa higiene oral é fundamental usar uma pasta dentífrica fluoretada.

A boca seca é um problema comum nos idosos e pode ser causado por medicação ou por certas doenças. O seu profissional de saúde pode dar-lhe indicações para restabelecer a humidificação da sua boca, assim como recomendar tratamentos ou medicamentos que ajudem a prevenir os problemas associados à boca seca.

A diabetes, as doenças cardíacas ou o cancro, entre outras doenças, podem afectar a sua saúde oral. Certifique-se de que o profissional de saúde oral está a par dos seus problemas de saúde, de modo a que possa perceber toda a situação e ajudá-lo a ter cuidados específicos com a saúde oral.

As próteses removíveis podem ser muito úteis aos idosos, mas requerem cuidados especiais, quer na sua utilização, quer na sua higienização. Siga cuidadosamente as instruções dadas pelo seu profissional de saúde oral e avise-o se surgirem problemas.

 

 

Fonte:www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/idosos/Saude+oral+na+velhice.htm

 

 

Saúde 24

Saúde 24


O serviço Saúde 24 visa responder às necessidades manifestadas pelos cidadãos em matéria de saúde, contribuindo para ampliar e melhorar a acessibilidade aos serviços e racionalizar a utilização dos recursos existentes através do encaminhamento dos Utentes para as instituições integradas no Serviço Nacional de Saúde mais adequadas. 

O Saúde 24 contribui para a prestação de cuidados de saúde aos Cidadãos, facilitando o respectivo acesso a informação e aos Serviços de Saúde do SNS, mediante um serviço de elevado valor para o Utente.

O atendimento é efectuado por enfermeiros qualificados e devidamente formados para dar o melhor aconselhamento/encaminhamento ou ajudar o Cidadão a resolver a situação por si próprio.

O novo Saúde 24 incorpora os serviços de atendimento Saúde 24 Pediatria, comummente conhecido por "Dói, Dói? Trim, Trim!" e a "Linha de Saúde Pública", encontrando-se acessível a todos os beneficiários do SNS.

Disponível 24 horas por dia, compreende os seguintes canais de acesso:

- Telefone: através de um número único nacional (808 24 24 24), com o custo de chamada local;
- Web (www.saude24.pt);
- Fax: 210 126 946
- Correio electrónico: acessível através do website;

Para atendimento de Utentes com necessidades especiais foi desenvolvida uma ferramenta específica (webchat) que permite a Triagem, Aconselhamento e Encaminhamento.

O Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde está localizado em Lisboa e no Porto. O Saúde 24 incorpora aproximadamente 300 enfermeiros e 16 Supervisores Clínicos.

A plataforma de atendimento multicanal (plataforma tecnológica avançada) desenvolvida permitirá prestar os seguintes serviços:

 

Triagem, Aconselhamento e Encaminhamento (TAE):
Atendimento de teor clínico, em que um profissional de saúde avalia o nível de risco sobre os sintomas descritos pelo Utente, presta aconselhamento, incluindo o auto-tratamento e, caso haja necessidade, encaminha o doente para a instituição da rede de prestação de cuidados de saúde mais apropriada à sua condição, naquele momento;
Nota: Os contacto com o Saúde 24 para o Módulo TAE serão realizados mediante disponibilização do número de Utente do SNS.

Assistência em Saúde Pública:
Atendimento de teor clínico, no qual um profissional de saúde presta esclarecimento de questões e apoio em matéria de saúde pública;

Informação Geral de Saúde:
Atendimento de teor não clínico, em que um assistente de atendimento presta informação geral sobre temáticas e recursos de saúde.

 

 

 

Comentário RTP:

 

Pensamos que esta linha de apoio permitirá esclarecer e aconselhar os idosos que tenham problemas de saúde prolongados ou novos sintomas,evitando assim uma eventual desnecessária deslocação a um hospital.

 

 

Fonte:www.dgs.pt/

Publicado por rtp12dap às 01:41
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Encontro de idosos num convívio inter-geracional em Reguengos

 

 

 

O Município de Reguengos de Monsaraz organizou  no passado  dia 2 de Maio pelo sexto ano consecutivo um Encontro de Idosos. Nesta iniciativa vão participar cerca de uma centena de idosos das instituições de terceira idade do concelho, assim como as crianças dos jardins-de-infância de Telheiro e da Escola Básica do 1º Ciclo de Outeiro, num encontro inter-geracional que terá benefícios para todos.

O programa integrou pelas 10:00 horas a chegada à Ermida de Santa Catarina, localizada nas proximidades da vila medieval de Monsaraz, seguindo-se a visita à capela e uma mensagem religiosa. Às 11:35 horas, os participantes apanharam a tradicional espiga com o objectivo de elaborarem um ramo para cada instituição.

Esta iniciativa visa promover o convívio saudável entre os idosos das instituições de apoio à terceira idade do concelho de Reguengos de Monsaraz e assinalar a tradição da “apanha da espiga”.

 

 

Fonte:www.cm-reguengos-monsaraz.pt/pt/conteudos/noticias/notas+de+imprensa/Encontro+de+idosos+num+convivio+inter-geracional.htm

 

 


 

Publicado por rtp12dap às 01:37
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

[Notícia] Idosos com mais de 65 anos passam a pagar metade das taxas moderadoras

 

 

 

 

 

 

Idosos com mais de 65 anos passarão a pagar a partir da próxima semana metade da taxa moderadora nas consultas e internamentos. Portugal consagrou em 2005 24,7% do PIB na Segurança Social de acordo com relatório do Eurostat.

 

 

 

O decreto-lei que hoje foi publicado no Diário da República deverá atingir cerca de 350 mil idosos que passarão a pagar metade do valor actual das taxas moderadoras.

A partir da próxima semana cada consulta num hospital central importará em 2,20 euros ao idoso com mais de 65 anos, metade dos 4,40 que paga hoje, enquanto se recorrer a um hospital distrital pagará 1,45 euros enquanto num centro de saúde lhe importará em 1,07 euros.

O acesso à urgência custa actualmente 8,93 euros num hospital central, 7,91 numa unidade distrital e 3,47 euros num centro de saúde. A partir da próxima semana, as quantias serão respectivamente de 4,47, 3,96 e 1,74 euros para os idosos com mais de 65 anos.

Para os internamentos a legislação que agora vai entrar em vigor prevê que nos primeiros 10 dias o idoso pague uma taxa moderadora de 2,05 euros por cada um dos dias que passe no hospital. As taxas para a cirurgia de ambulatório são hoje de 10,21 euros passando a ser para a semana que vem de 5,10 euros para o escalão mais idoso da população.

O Ministério da Saúde explica a redução de 50 por cento nas taxas moderadoras para os utentes com idade igual ou superior a 65 anos afirmando ser este segmento da população que "por norma revela especial dependência dos cuidados de saúde".

O preâmbulo do Decreto-Lei refere ainda que esta medida "é agora possível pelo efeito positivo resultante do rigor alcançado na gestão das finanças públicas e, em particular, do Sistema Nacional de Saúde".

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2007, os portugueses gastaram 71,14 milhões de euros em taxas moderadoras.

Destes, 2,42 milhões de euros foram cobrados como taxas de internamento (entre Abril e Dezembro de 2007).

O valor das taxas moderadoras é actualizado anualmente através de portaria governamental que este ano consagrou um aumento de 2,1 por cento.

Grávidas, crianças até aos 12 anos, pensionistas com pensões não superiores ao salário mínimo nacional, desempregados, bombeiros e dadores de sangue, são algumas das 40 condições que podem isentar o pagamento de taxas moderadoras.

 

 

Portugal consagrou um quarto do PIB à segurança social em 2005

 

 

Portugal consagrou em 2005 o equivalente a 24,7 por cento do seu Produto Interno Bruto à Segurança Social, valores que se encontram na média da União Europeia, revela um relatório divulgado em Bruxelas pelo Eurostat.

Sendo a média comunitária de 27,2 por cento existem "grandes disparidades" entre os 27 Estados-membros. A despesa dos Estados com a segurança social variava entre os 32 por cento na Suécia e os 14,2 por cento na Roménia, o que coloca Portugal no meio da tabela.

O Eurostat indica no seu relatório que as despesas com a segurança social aumentaram em termos reais em todos os Estados-membros entre 2000 e 2005. No que diz respeito a Portugal ela cresceu 3,8 por cento, acima da média comunitária que se cifrava em 2,1 por cento.

O "retrato" do financiamento da segurança social mostra que em Portugal a principal fonte de receita eram as quotizações sociais (48 por cento), seguida pelas contribuições públicas (42 por cento) e, por último, outras receitas (10 por cento).

Na União Europeia, integrando os seus 27 países-membros, em média 59 por cento das receitas totais provinham das quotizações sociais, 38 por cento das contribuições públicas e 3 por cento de outras receitas.

 

 

 

Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=344654&visual=26&rss=0

 

 

Publicado por rtp12dap às 10:53
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

[Novidade] Farmácias de serviço

Agora já têm a possibilidade de verificar qual a farmácia de serviço na sua área de residência através do link fornecido no blog.




Cumprimentos.
RTP
Publicado por rtp12dap às 10:55
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

[Notícia] Idosos: Donativos "compram" vagas em lares apoiados pelo Estado

 

Há lares sem fins lucrativos apoiados pelo Estado que "vendem" vagas em troca de avultados donativos, deixando em lista de espera os idosos mais carenciados.

 

 

A própria confederação que representa as instituições de solidariedade reconhece que alguns lares "se vêem forçados a recorrer a esses estratagemas" para fazer face aos custos. A Segurança Social sabe da prática, que pode constituir um crime de burla, mas admite ter dificuldade em actuar.

 

No final de 2006, Graça (nome fictício) tentou pôr a mãe, então com 92 anos, no lar da Santa Casa da Misericórdia de uma vila transmontana, onde lhe pediram 15 mil euros. Disseram-lhe que "havia uma longa lista de espera e que se não pagasse davam a vaga a outra pessoa".

Perante a situação, os familiares decidiram procurar outros lares. Numa instituição de solidariedade social da área metropolitana do Porto, a mãe ficou em lista de espera, a aguardar uma resposta da direcção.

Passados alguns meses, Graça voltou a contactar a instituição de beneficência apoiada pelo Estado. A resposta já não a surpreendeu: "Disseram-me que iam ser francos, que havia pessoas em lista de espera dispostas a pagar cinco mil euros. Ficou decidido que se eu desse essa quantia, a minha mãe tinha uma vaga. Paguei mil contos, deram-me um recibo a dizer `donativo` e ela entrou logo".

A história de Graça é apenas uma entre muitas, segundo a Rede Internacional de Prevenção da Violência Contra a Pessoa Idosa, que garante que situações como esta são generalizadas em Portugal.

"Não tenho nenhuma dúvida de que isso acontece em larga escala e que precisa de uma investigação judicial", disse à Lusa José Ferreira Alves, representante português nesta rede internacional, classificando estes casos como "uma pouca-vergonha".

O próprio representante de Portugal também tem uma história para contar. Há cerca de 15 anos, o seu pai precisou de ir para um lar e, já na altura, teve de "dar mil e tal contos só para poder entrar".

"Não ficou nada registado, ficou tudo no segredo dos deuses", relata, adiantando que "a situação ainda acontece muito nas Misericórdias e nas instituições particulares de solidariedade social (IPSS)".

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Instituto da Segurança Social (ISS), Edmundo Martinho, sublinhou que "a pressão para dar donativos em troca de uma vaga é completamente ilegal e constitui um crime de burla".

"A grande maioria das instituições não utiliza essas práticas, mas sabemos que essa realidade existe. Já nos chegaram cartas, algumas das quais anónimas, a relatar essas situações", afirmou o responsável do ISS.

Edmundo Martinho garante que o instituto tentou investigar os casos, mas afirma que "é difícil provar que os idosos foram pressionados a fazer um donativo para assegurar a vaga e que só entraram porque deram esse dinheiro".

No ano passado apenas uma queixa relacionada com esta matéria deu entrada na Procuradoria-Geral da República, que a remeteu para a Inspecção-Geral da Segurança Social.

O representante da Rede Internacional de Prevenção da Violência Contra a Pessoa Idosa lembra que, muitas vezes, "os familiares têm medo de fazer queixa porque temem que o seu pai ou a sua mãe venham a sofrer represálias dentro das instituições".

Apesar de ser muito reduzido o número de denúncias formais, cerca de 20 por cento dos idosos que estão a viver em lares admitem ter feito doações para poder entrar, de acordo com um inquérito realizado em 2004 pelo Instituto para o Desenvolvimento Social (actual ISS).

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), que integra cerca de 2.500 IPSS e algumas Misericórdias, tem dado orientações aos lares para não condicionarem as vagas à entrega de donativos, considerando que "isso não é claramente uma boa prática".

No entanto, o padre Lino Maia, presidente da CNIS, salienta que "muitas instituições estão a lutar pela sua sobrevivência", uma vez que a comparticipação do Estado por cada idoso, fixada nos 330 euros mensais, não chega a metade do custo que, em média, um lar tem por cada pessoa internada.

"Algumas instituições vêem-se forçadas a recorrer a esses estratagemas", afirmou, admitindo que esta prática prejudica os mais carenciados, os mesmos que as Misericórdias e IPSS devem ajudar prioritariamente.

Para evitar estas situações, o padre Lino Maia defende que deve ser criado um novo modelo de financiamento, segundo o qual a comparticipação do Estado não é fixa, mas atribuída em função dos custos reais dos lares e da situação económica dos seus utentes.

Em Portugal, existem 1.583 lares legalizados, dos quais 1.184 apoiados pelo Estado através de acordos de cooperação que abrangem mais de 46 mil idosos.

 

Fonte: http://www.lusa.pt/lusaweb/

Publicado por rtp12dap às 12:35
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 22 de Abril de 2008

[Notícia] Maus tratos a idosos triplicaram

A tendência está à vista. O fenómeno de violência contra idosos tem vindo a aumentar em Portugal. Os mais recentes números conhecidos revelam que, nos últimos cinco anos, os registos deste tipo de violência triplicaram, dos mais de oito mil casos para os quase 25 mil em que a vítima do crime tem mais de 64 anos. Segundo fonte oficial da PSP, em 2007, "a tendência é a de que se registe um aumento da criminalidade denunciada neste contexto". "Não necessariamente pelo aumento de crimes, mas antes pelo aumento das queixas", explicou a mesma fonte ao DN.

Das 2911 queixas recebidas na PSP em 2006, apenas 139 são respeitantes a violência contra idosos. "Os idosos são vítimas silenciosas, já que não apresentam queixa por medo", garantiu fonte do gabinete do procurador-geral da República (PGR) ao DN.

E, por esse motivo, Fernando Pinto Monteiro já assegurou que vai pedir às procuradorias distritais de Lisboa, Porto, Évora e Coimbra que alertem as autarquias, juntas de freguesia e serviços da Segurança Social para denunciarem os casos de que tenham conhecimento.

O PGR garantiu mesmo que recebe centenas de faxes e cartas a denunciar essas situações. Como se trata de crime público nos casos mais graves - se estivermos perante ofensas corporais graves ou mesmo homicídio - e, como tal, não estão dependentes de queixa por parte das vítimas, Pinto Monteiro pede que haja uma atenção redobrada dessas instituições face a esta realidade.

"Não há nenhuma crítica que me faça desistir do meu caminho", garantia Pinto Monteiro na altura em que revelava que a violência nas escolas e contra idosos vai ser prioridade para 2008. O PGR garante que os casos que envolvem idosos são pouco denunciados, "razão pela qual é necessário e urgente tomar medidas".

Mas de que tipo de situações falamos? Quando se pensa em violência contra idosos, a tendência do comum dos mortais é pensar em espancamentos, torturas, privações e aprisionamento - esta última uma situação muito comum, aliás. Mas para além destas existem muitos outros casos de violência que são complexos, de difícil diagnóstico e também de muito difícil prevenção.

Os agressores mais frequentes podem exercer essa violência de diversas formas: maus tratos e abusos físicos, maus tratos psicológicos, negligência por abandono, negligência nas doses de medicamentos erradas dadas ao idoso para "ficarem mais calmos", negligência nos cuidados de saúde - na sua maioria em lares -, abuso sexual, embora em menor escala, e ainda o abuso material, através da tentativa de extorquir dinheiro. Este caso é frequente por parte dos filhos sobre os pais já pouco lúcidos.

Os maus tratos contra os idosos praticados pela família e pelos cuidadores dos lares são muitas vezes agravados pela falta de preparação e pouca sensibilização para a velhice. Segundo o estudo "Violência contra os mais velhos. Uma realidade escondida", das psicólogas Cristina Verde e Ana Almeida, "quanto maior for o índice de dependência do idoso e a precariedade social, mais provável é ocorrerem situações de maus tratos". Mesmo em instituições legalizadas, onde a satisfação de necessidades fisiológicas básicas, cuidados primários de saúde e higiene nem sempre são respeitados.



Fonte:http://dn.sapo.pt/2008/01/22/sociedade/maus_tratos_a_idosos_triplicaram.html
Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Serviço TeleAlarme

 

Os avanços das tecnologias de informação e comunicação permitem o desenvolvimento de equipamentos e serviços que favorecem a segurança e a independência dos mais idosos. O Serviço TeleAlarme é um bom exemplo. 

O que é o Serviço TeleAlarme?

É uma resposta social do Programa de Apoio Integrado a Idosos, a partir de um sistema inovador de telecomunicações nacionais.

As entidades responsáveis por este projecto de ajuda são o Ministério da Saúde, o Ministério da Segurança Social e do Trabalho, a PT Comunicações SA e a Cruz Vermelha Portuguesa.

O Serviço TeleAlarme funciona 24 horas por dia graças à conjugação de:

  • Existência de uma central de atendimento permanente;
  • Um telefone especial colocado no domicílio;
  • Um medalhão com um botão de alarme integrado.

A quem se destina?

A pessoas que, no seu domicílio, carecem de apoio, nomeadamente pessoas em situação de dependência.

Como funciona?

Accionando o botão de alarme existente no telefone ou no medalhão.

Por exemplo: em caso de queda, se não conseguir levantar-se, basta pressionar o botão do medalhão. A operadora da central responde-lhe imediatamente, pois liga-se automaticamente o sistema em alta voz. Se não conseguir falar, a operadora accionará de imediato a rede de apoio local indicada na ficha de inscrição. 

O que é a rede de apoio local?

São as pessoas ou as instituições da sua confiança e que o podem e queiram ajudar. Podem ser membros da família, mas também o vizinho, o merceeiro, etc. Essas pessoas constituirão a sua rede de apoio local e serão contactadas pela operadora em caso de alarme. 

Como posso aderir? É gratuito?

Não, este serviço não é gratuito. Mas não deixe de se informar, pois os seus custos são reduzidos, atendendo ao tipo de serviço que é.

Para saber mais, consulte:

PAII - Programa de Apoio Integrado a Idosos
Rua Castilho, n.º 5 – 3º
1250-066 Lisboa
Telefone 213 184 900
Fax 213 184 951

Cruz Vermelha Portuguesa
Departamento de Acção Social
Jardim 9 de Abril, n.º 1
1249-083 Lisboa
Telefone 213 960 117

Portugal Telecom
Número verde 800 206 206 

 

 

Fonte:http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/idosos/Doenças+geriátricas.htm

Publicado por rtp12dap às 12:38
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Mantenha-se em forma

 Praticar actividade fisíca é uma das formas mais saudáveis de conservar uma sensação de bem-estar na terceira idade.

 

 

Embora a idade traga consigo alterações a nível físico, o corpo e os órgãos têm maior tendência para deixar de funcionar se não se mantiverem activos. É por isso que se recomenda a prática diária de exercício físico, mesmo em idades avançadas.

O exercício físico contribui para...

  • Movimentos mais ágeis e rápidos;
  • Evitar acidentes, em resultado de uma mobilidade acrescida;
  • Prevenir algumas doenças, principalmente as do coração e dos vasos sanguíneos;
  • Diminuir a perda de cálcio nos ossos;
  • Manter a força e a elasticidade dos músculos;
  • Evitar a obesidade;
  • Uma sensação geral de bem-estar.

     

 

Quais os exercícios mais indicados?

 

Andar todos os dias.
Recomendam-se caminhadas de 30 a 45 minutos, mas a duração e o ritmo da marcha dependem do estado físico de cada pessoa. O ideal é caminhar ao ar livre sobre terrenos macios (relva, praia).

Exercícios diários.
De pé ou deitado, são muito úteis quando orientados por um especialista.

Nadar.

Se não souber nadar, pode ficar de pé ou sentado, em água pouco profunda, agitando a água com os braços.

Andar de bicicleta.

É uma excelente actividade física, embora exija uma certa experiência e bom equilíbrio.

Dançar.
Acessível e agradável, é simultaneamente uma actividade física e lúdica.


A melhor opção é escolher uma actividade, de acordo com as preferências pessoais e possibilidades, e praticá-la todos os dias, aumentando gradualmente o esforço e a duração do exercício. O importante é manter um nível de actividade constante. Se tiver dúvidas, aconselhe-se com o seu médico.

 

 

Fonte:http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/idosos/manter+forma.htm

.Quem somos nós?

.Pesquisar neste blog

 

.Junho 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.Posts recentes

. Lidar com problemas de sá...

. Saúde oral na velhice

. Saúde 24

. Encontro de idosos num co...

. [Notícia] Idosos com mais...

. [Novidade] Farmácias de s...

. [Notícia] Idosos: Donativ...

. [Notícia] Maus tratos a i...

. Serviço TeleAlarme

. Mantenha-se em forma

.Arquivos

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

.Links

blogs SAPO

.subscrever feeds